E quem sabe por ter tanto a dizer
e nada dizer
meu peito se desfaça em pó-brilhante
e se refaça em beijos teus
sonhados.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
[02:34:30] Jasmin: O que você foi fazer?
[02:57:59] Alves.:
Eu fugi.
Estava na minha janela. Ouvindo alguns pássaros que talvez não tivessem sono. Ouvi grilos e sapos... A Dona Chuva também me fez uma visita. Acompanhou-me todo o tempo. Acompanhou-me timidamente. Observei a neblida quase invisível nas montanhas. A mesma que ora era animais e formas desconhecidas ora apenas neblina, que incrivelmente se multiplicava. Observei a rua de terra... encontrei mosquitos. Procurei a Lua - sem sucesso. Pensei, abraçada a minha pimenta que me traz um pedaço seu, mesmo que apenas em minha mente. Pensando em todas essas maravilhas que apenas podemos conhecer e nos encantar quando realmente paramos para apreciá-las. Meu corpo envolvido com essa vida: tremia. Curiosamente meu coração batia acelerado, enquanto meus neurônios pensavam em cada palavra que lhe digo agora.
De um lado da janela, um mundo no qual eu falsamente faço parte. Do outro, tudo o que há dentro de mim. Às vezes olhava para baixo, constatando que esse mundo terrestre a mim não pertence. Abusei da minha coluca pela forma erronia que venho sentando - por preguiça. Depois observando o lado contrário ao que assistia antes: o céu tinha cor de barro vermelho! O que inesquecivelmente ficou em minha memória.
Imergida em um mundo que ninguém conhece, onde os minutos duraram eternidades: refletia sobre a cor misteriosa. Disse a ele e a mim: és como eu. Sujo: teimosa e petulante; ciúmenta e terrível; mimada e egocêntrica. Mas há o lado sublime: o vermelho. Intenso e misterioso; gritante e encantador. Pois o sujo é o que sempre interessa mais. O diferente de todos e de nós mesmos.
Senti minhas pernas bambas e pura adrenalina. Procurei um relógio e quase uma hora tinha se passado. Mas de que maneira, se cada segundo foi como um dia inteiro?! O tempo voou com os pássaros que parecem não ter rumo durante a penumbra da noite. E me fez retornar: sem noção de como andar (...)
z.z
...
...
...
[03:04:49] Alves.: Desculpe a demora.
Eu fugi.
Estava na minha janela. Ouvindo alguns pássaros que talvez não tivessem sono. Ouvi grilos e sapos... A Dona Chuva também me fez uma visita. Acompanhou-me todo o tempo. Acompanhou-me timidamente. Observei a neblida quase invisível nas montanhas. A mesma que ora era animais e formas desconhecidas ora apenas neblina, que incrivelmente se multiplicava. Observei a rua de terra... encontrei mosquitos. Procurei a Lua - sem sucesso. Pensei, abraçada a minha pimenta que me traz um pedaço seu, mesmo que apenas em minha mente. Pensando em todas essas maravilhas que apenas podemos conhecer e nos encantar quando realmente paramos para apreciá-las. Meu corpo envolvido com essa vida: tremia. Curiosamente meu coração batia acelerado, enquanto meus neurônios pensavam em cada palavra que lhe digo agora.
De um lado da janela, um mundo no qual eu falsamente faço parte. Do outro, tudo o que há dentro de mim. Às vezes olhava para baixo, constatando que esse mundo terrestre a mim não pertence. Abusei da minha coluca pela forma erronia que venho sentando - por preguiça. Depois observando o lado contrário ao que assistia antes: o céu tinha cor de barro vermelho! O que inesquecivelmente ficou em minha memória.
Imergida em um mundo que ninguém conhece, onde os minutos duraram eternidades: refletia sobre a cor misteriosa. Disse a ele e a mim: és como eu. Sujo: teimosa e petulante; ciúmenta e terrível; mimada e egocêntrica. Mas há o lado sublime: o vermelho. Intenso e misterioso; gritante e encantador. Pois o sujo é o que sempre interessa mais. O diferente de todos e de nós mesmos.
Senti minhas pernas bambas e pura adrenalina. Procurei um relógio e quase uma hora tinha se passado. Mas de que maneira, se cada segundo foi como um dia inteiro?! O tempo voou com os pássaros que parecem não ter rumo durante a penumbra da noite. E me fez retornar: sem noção de como andar (...)
z.z
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[03:04:49] Alves.: Desculpe a demora.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
IX
"Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar
Garimpeira da beleza te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer.
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer.
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Me agarrei em seus cabelos, sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer
Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão"
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão"
Maria Bethânia.
É no embalo de Bethânia que me afogo em todas estas náuseas de sentimentos que me faltam com a falta do seus atos e abusos ao me ouvir.
É na melodia de Maria que eu viajo e não me acho.
São estes acordes que me perdem de mim, para me encontrar em seus sorrisos.
São (também) nesses versos que os seus delírios incertos vem me buscar.
É nesta alegria vazia de sentir tuas mãos nas minhas que sinto sua presença inexistente me rodear.
Não nestas palavras citadas, mas em minha mente embargada é que lhe vejo dançar.
Pobre ânsias venéreas por noites incessantes de puro deleite e sussurros.
Felizes os dias em que apenas a sua presença me invadia.
Alegria gravada em meus olhos que só a veem despertar.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Você sabe?
Nestas noites em que meu deleite é o quem me atormenta e me salva
quentes calor: - de você.
quentes calor: - de você.
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