sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

IX

"Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar
Garimpeira da beleza te achei na beira de você me achar
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer. 
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Me agarrei em seus cabelos, sua boca quente pra não me afogar
Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer
Eu que não sei quase nada do mar descobri que não sei nada de mim
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão"
Maria Bethânia.
   É no embalo de Bethânia que me afogo em todas estas náuseas de sentimentos que me faltam com a falta do seus atos e abusos ao me ouvir. 
   É na melodia de Maria que eu viajo e não me acho. 
   São estes acordes que me perdem de mim, para me encontrar em seus sorrisos. 
   São (também) nesses versos que os seus delírios incertos vem me buscar. 
   É nesta alegria vazia de sentir tuas mãos nas minhas que sinto sua presença inexistente me rodear. 
   Não nestas palavras citadas, mas em  minha mente embargada é que lhe vejo dançar. 
   Pobre ânsias venéreas por noites incessantes de puro deleite e sussurros. 
   Felizes  os dias em que apenas a sua presença me invadia.
   Alegria gravada em meus olhos que só a veem despertar.

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